Você aceita ou deseja irmãos?

Sempre na escolha de um perfil ao se preencher o cadastro de pretendentes a adoção as dúvidas surgem e as incertezas são gigantescas. É que geralmente os primeiros passos que cada pretendente deve dar não envolve, a princípio, estar em um grupo de apoio a adoção, aliás, muitos desconhecem a existência destes. E uma das muitas perguntas que fazem nesse cadastro prévio é: “Aceita irmãos?” E cada um deve sempre estar ciente é o que deseja e o que aceita.

As pessoas querem ser pais, desejam um filho, uma filha, e as perguntas do cadastro de perfil dos pretendentes vão desencadear algumas dúvidas que até então não faziam parte do conhecimento dos pretendentes, e é perfeitamente normal surgirem dúvidas pois cada um tem sua ideia de adoção, que ao longo do processo vai se amadurecendo. Na verdade, entre o desejar e o aceitar há a necessidade de profunda reflexão afim de não cair no engano da idealização.

A percepção que cada pretendente precisa é entender o motivo que os leva a constituir uma família e o cuidado necessário ao definir um perfil seja ele mais amplo ou não, a fim de satisfazer um desejo real. Pois pode acontecer de um pretendente aceitar um grupo de irmãos, sendo que o verdadeiro desejo é adotar um bebê, e não necessariamente um grupo de irmãos e por isso essa escolha vai causar transtornos nos vínculos familiares e isolar os irmãos mais velhos, que não eram o real foco do desejo. Para isso não acontecer a preparação dos pretendentes e o aprendizado contínuo é fundamental para levar ao amadurecimento da sua paternidade/maternidade e entender a necessidade de adequação às reais possibilidades e desafios que a adoção traz.

Cada família, com seu perfil pode estar uma fase distinta da jornada adotiva ainda sim as experiências se complementam, caso estejam em um grupo de apoio à adoção enriquecendo para uma compreensão sobre o que significa formar uma família por meio da adoção.
Cada criança possui, acima de tudo, a necessidade de ter uma família. Assim, pretendentes precisam estar preparados, conscientes para agir de maneira única aos desafios que surgem no cotidiano e na convivência. Essa preparação é fundamental para enfrentarem, juntos, situações que só se revelam com o tempo e, mesmo se preparando, há situações ímpares que nem mesmo as formações e encontros dos grupos de apoio, tão essenciais, conseguem explanar.

FILHOS SÃO FILHOS

Muitos pretendentes se preparam para receber em seus lares o filho desejado e buscam adequar o lar, o quarto, busca de um emprego que atenda às necessidades e se adeque aos novos horários que surgirão, a reorganização dos afazeres e obrigações dentro de casa entre o casal, a mudança de residência. E isso pode levar alguns anos, outros, semanas a depender de cada perfil, mas o crucial que precisa ser observado e que não pode ser negligenciado é que independentemente das adequações e estrutura que receberá a criança, os desafios são semelhantes para todos os filhos e pais, biológicos ou não surgindo demandas algumas vezes maiores para alguns e menos complexas para outros e isso não é previsível. Portanto é importante ter o coração aberto para acolher e preparar o ambiente para a chegada de cada criança.
Mesmo vivenciando desafios únicos, a troca de experiências e o apoio mútuo são essenciais para construir uma família sólida e amorosa. Se prepare para os desafios cotidianos, mas não tenha medo, mas tenha um coração aberto para acolher cada nova experiência e desfrutar.

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Esperamos que as reflexões e os aprendizados compartilhados sirvam de inspiração e apoio para todos que estão trilhando essa jornada tão especial.

Se junte a um grupo de apoio da sua cidade. Veja a lista aqui.

Caso esteja em aproximação, adaptação, convivência, guarda provisória ou sentença conclusa nos contate pelo e-mail abaixo:

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